quinta-feira, fevereiro 24

We Are PARAMORE! - 22/02/2011


Porto Alegre, 22 de fevereiro de 2011
21 horas

Foram 11 horas de espera... ONZE! Mas cada minuto naquela fila valeu à pena. E ainda pra ajudar eu estava sofrendo de um leve distúrbio estomacal causado pela porção de batatas fritas que a minha excelentíssima mapoa customizara. Das 10 horas da manhã até às 5 da tarde, mais ou menos, eu fiquei com uma pedra no estômago, tentando colocar pra fora no banheiro do aeroporto. Mas não adiantou. No fim das contas acabei entrando numa farmácia e comprando um medicamento chamado Gotas Preciosas (que me lembrou o Smeagol, claro), produzido com boldo; e óbvio, para maior tortura, com o cheiro do mesmo. Mas o que são trinta gotas de boldo puro em comparação ao glorioso Paramore?!
Eu, a Deza e a Lelê (mais conhecida como @le_bellamy) ficamos horas e horas ansiosos na fila do Pepsi On Stage. Nada de incomum, pois haviam vários como nós. Afinal, eram mais de duas mil pessoas. Gente legal, gente sem noção, e sim, muita gente esquisita. O negócio foi tenso, como dizem. Deu até pra encontrar um outro fã otaku da Sponge, o Juanes Smith, que por incrível que pareça, encontrei na muvuca do empurra-empurra, já no show. Cara que conheci no Orkut, logo, não deu pra conversar muito. Estávamos paralisados ou não observando atentamente uma "certa ruivinha".
Hayley não pára, é assim que é: ELA-NÃO-PÁRA... Ela tem talento, e além disso, entusiasmo. Não só uma artista com dinheiro no bolso, tendo que retribuir: ela vibra com a platéia, transborda vontade de cantar e animar a galera. Hayley, Jeremy e Taylor são incríveis. Hayley conversa grande parte do tempo com a platéia.
E quando perguntou "quem aqui nunca esteve num show do Paramore?", a resposta da maioria foi não, quando quase todos levantaram as mãos. Isso serviu de gasolina para ela, que se empolgou mais ainda.
Hayley chamou ao palco fãs da platéia, para encerrar Misery Business ao lado dela. O cara cantou bem, foi bem recebido pela banda e pelo público. Todos vibraram igualmente, como vibraram ao lado da ruiva. Mas pra mim, dois momentos foram marcantes...
Um deles foi quando Hayley resolveu subir na ponta do palco e levantar a bandeira do Rio Grande do Sul; o que fez com que a platéia começasse com NOSSO famoso coro do "ah, eu sou gaúcho!". Quando é que o Paramore esperou ouvir esse coro? Emocionante. Mas ainda mais emocionante, para mim, foi quando a sessão acústica encerrou Where The Lines Overlap para começar Misguided Ghosts. Isso faz muito fã chorar como criança, inclusive eu. Era a música que eu mais esperava naquela noite. No ônibus, no trêm, na fila, na espera em geral, esperei por ela. Penso nas dificuldades da vida quando a ouço, e isso me fez pensar no quanto esperei e quanto penei pra estar ali, assim como batalhei para conseguir tudo o que tenho. Me faz pensar na minha ingenuidade, as coisas ruins que passei, e tudo o que sobrou disso tudo, para que eu transformasse em algo bom. Incrível.
Foi uma noite marcante na minha vida. O primeiro show em que estive tinha que ser deles... E a primeira coisa que pensei quando botei o pé pra fora do Pepsi foi: "tenho que ir no próximo". É, com o perdão da palavra, uma merda (este é um blog adulto) ver o Paramore agradecendo e indo embora e saber que você só vai sentir tudo aquilo de novo depois de um ano ou até mais. É uma experiência inigualável. Mas o importante é que já passou a primeira experiência. O negócio agora é partir pra segunda, e pra terceira... Eu quero mais disso, não tem o que dizer. Paramore vai continuar arrastando uma onda de fãs pelo mundo, não vai mudar, não vão ser esquecidos. O talento desses caras vale a pena e o que eles nos passam em forma de música compensa todo o esforço.
Paramore, aguarde. Daqui alguns anos, quando vocês voltarem, estaremos esperando novamente.
Queremos mais! Mais, mais e mais!

FUCK YEAH!

Agradecimentos
Meu pai - sem ele eu não estaria lá
Andreza - pequeno pônei que me acompanhou do início ao fim
Lelê - que estava lá, pra cima e pra baixo desesperada
Kelen - aquela corujona que trouxe bisnaguinhas e suco
Luís - que nos deu uma BELA de uma carona (thanks!)
L. Potter - que tirou bastante manolo da fila (kkkkkk)

Só não agradeço à Sassá porque ela se fez pra tirar foto comigo. Humph...
Brincadeira, também te amo. *----------------*


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